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Contabilidade
Gerencial
Por Luiz Roberto Nascimento* Trago à reflexão, dos demais profissionais, alguns pontos sobre a contribuição que a Contabilidade Gerencial pode prestar à gestão estratégica das empresas que estarão presente no Século XXI. Tais pontos deverão pautar nossa atuação voltada para a responsabilidade de adequar as empresas, sob nossa gestão, de instrumental que estejam a tom com a realidade brasileira e propiciando o enfrentamento competitivo no âmbito administrativo-industrial. 1) Valorização das Peças Contábeis e Orçamentárias: É de suma importância a incorporação das peças DOAR & ORÇAMENTO, uma vez que no exterior são geradas metodologias de avaliação dos negócios, sendo que a mais recente é a disputa entre o EVA(Economic Value Added, idealizado por Stern Stewart) x VBM(Value Based Management, defendido pelos consultores da Deloitte & Touche Consulting dos EUA). Muito embora o Profº Charles B.Holland-Sócio da Ernst&Young Intl., em sua palestra Profissionalização do Conselho de Administração e Introdução de Comitês de Auditoria, realizada a 01/nov/89 na BOVMESB (Bolsa de Valores Minas, Espírito Santo e Brasília) aos analistas da ABAMEC/MG, tenha declarado que as modernas técnicas de avaliação de desempenho econômico-financeiro indiquem que as multinacionais substituiriam o "Demonstrativo de Origens e Aplicações de Recursos", pelo "Fluxo de Caixa Realizado", sendo também proposto a alteração na Lei 6404 de 15/dez/76, que em seu Art.176-III introduziu o DOAR como obrigatório, ao lado do Art.188. É sabido difícil a elaboração e interpretação, mas gostaria de ver a melhora no nível tecno-gerencial no Brasil e que ambas as peças incorporadas como instrumento gerencial, bem como dentre os mensuradores de desempenho financeiro. No que diz respeito ao ORÇAMENTO, muito mais que seu resgate em função da estabilidade monetária atual, que dificultava as projeções e comparações com o realizado, este deve ter seu espaço de destaque dentre as ferramentas gerenciais, não só da área Contábil-Financeira, mas como apoio da gestão corporativa dos negócios. 2) Qualidade e Produtividade. Este tem sido um binômio amplamente utilizado na literatura voltada ao management, sendo que não podemos desvinculá-las de outro fator igualmente importante, qual seja a Manutenção dos Negócios e da Rentabilidade. Para tanto faz-se necessária a adoção de políticas empresariais que integrem, permanentemente, o Programa de Redução e Otimização de Custos, às demais posturas gerenciais modernizantes, uma vez que o gerente brasileiro apenas preocupa-se com sua utilização em momentos de crise nos negócios, sejam de origem endógenas ou exógenas; 3) Margem x Giro como Fonte de Ganhos de Economia de Escala. Deve ser entendido como aquela rentabilidade máxima atingida a partir da MARGEM MÍNIMA, objetivando o GIRO MÁXIMO/MAIS VELOZ das mercadorias e/ou produtos vendidos. Este procedimento propiciará aumento nas quantidades produzidas, fazendo com que o termo acadêmico ECONOMIA DE ESCALA seja obtido pela redução dos CUSTOS FIXOS UNITÁRIOS, provenientes do aumento das quantidades produzidas sem alteração no parque industrial, ou como os economistas chamam de caeteris paribus (todas a demais variáveis mantidas constante). 4) Análise Gerencial de Custos. Cabe a nós, gerentes da área Contábil-Financeira, conscientizar os demais integrantes do corpo gerencial da valorização dos Custos Gerenciais, fazendo com que os custos sejam focados a partir de outro ângulo, uma vez que as técnicas tradicionais(aplicáveis também à área administrativa) deixaram de considerar os seguintes fatores:
5) Eliminar Desperdício em Todas as Tarefas: Existe um ditame erroneamente disseminado na cultura brasileira, qual seja "Custos não Existem. São MONTADOS Pelos Contadores". A realidade diz que todas as tarefas realizadas incorrem em custos, pois são utilizados: Pessoal, Equipamentos e Materiais. Sendo assim, os custos inerentes a elas, deverão ser atribuídos a cada uma. Assim, cabe conscientizar todos os empregados no sentido de que devem, por exemplo, estar ao detalhe de que se não tiverem nenhuma atividade a realizar, não devem 'inventar', pois estarão incorrendo em custos, gastando material, equipamentos e recursos em geral. Estes pontos levantados não têm a pretensão de ser uma verdade em si mesmo, no entanto devemos estar constantemente pensando e repensando nossa postura gerencial de maneira que as ações deixem de ser exclusivamente voltadas ao aspecto material, valorizando o ser humano, para termos uma organização tecnicamente moderna; gerencialmente de baixa vulnerabilidade a erros, fraudes e roubos; socialmente justa; eticamente correta e economicamente voltada a resultados positivos e capacitada a superar crise. Falando
em economia, gostaria de deixar a palavra do grande pensador argentino
Carlos B.G.Pecotche, que escrevendo, em 1942, sobre O Capital Não
Existe, assim se pronunciou: "Qual é, pois, o verdadeiro
capital? A inteligência. O volume do capital estará sempre em relação
com o grau de cultura da inteligência. Mas uma inteligência desenvolvida
exclusivamente para o lucro se perverte, desnaturalizando sua verdadeira
função" ******* Luiz Roberto Nascimento* é Administrador de empresas - Consultor Financeiro Autônomo & Prof. Finanças Faculdade ANGLO-LATINO - cel.(011)9939-1208 - Email: Lroberto@plugnet.com.br
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