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Artigo Técnico

30 de Abril de 2002

 

Visão Administrativa da Mundialização da Economia

Por Luiz Roberto Nascimento*

O mundo vem passando por várias transformações, desde o fim da chamada "Guerra Fria", "Queda do Muro de Berlim" e o fim da "União Soviética", além dos fatos recentes da implementação da "União Européia", o encaminhamento do "NAFTA" e do "Mercosul". Tudo levando ao que tem-se chamado de globalização.

Do meu ponto de vista são fatores que levam à mundialização das atividades econômicas, fazendo com que empresas e profissionais compreendam tais movimentos e possam agir e interagir dentro destas alterações mencionadas.

Julgo necessário compreender tal realidade e para encaminhar o enquadramento de cada agente nas visões: Governamentais, Empresariais e Individuais e/ou Profissionais.

No âmbito Governamental, aproveitando o atual momento de debate entre as Propostas dos Presidenciáveis, Candidatos a Governo Estadual e membros do Legislativo, há que se observar até que ponto nos compromissos e discursos estão inclusas políticas públicas voltadas para direcionar investimentos em alta tecnologia somente ampliará o 'abismo' existente da grande maioria de despreparados e desempregados, apenas inserirá o Brasil no Primeiro Mundo ou o aproximará dele.

Propostas e compromissos supra partidários e além do próximo mandato Presidencial e de Governadores deverá ser debatido, no âmbito da Sociedade Brasileira, para saber qual o Brasil que queremos no futuro no que se refere a Distribuição de Renda e Geração de Emprego, através de uma política de Retomada do Crescimento Econômico, deixando a Iniciativa Privada livre para assumir seus riscos, apenas direcionando os Investimentos Públicos na direção de Substituições de Importações e Crescimento das Exportações.

Outra proposta deve ser tratada com seriedade a reforma tributária, para desonerar a produção e o custo dos empregados, pois paralelamente há que se reduzir os encargos sobre a folha de pagamento, que atualmente variam de 50% até 130% sobre o salário base, levando-se em conta as alíquotas diretas e indiretas, conforme o enfoque a ser dado e o ramo de atividade. O objetivo da implementação de uma carga tributária e trabalhista mais leve, eliminará o atual nível de informalidade e por outro possibilitará a implementação do princípio do ONDE TODOS PAGAM, TODOS PAGAM MENOS.

Ambas as propostas somente poderão ser viabilizadas, se o Estado reduzir seu tamanho e volume de gastos, pois é incompatível manter o Volume de Gastos, apenas repassando à sociedade como um todo as ineficiências e "inchaço" dos gastos públicos.

Para imunizar a economia Brasileira, há que viabilizar a possibilidade de implementação de Taxas Cambiais para: Operações de Comércio Internacional e Operações de Empréstimos, Financiamentos e Movimentação de Capital. Esta proposta prende-se ao fato de que da forma atual, qualquer movimento de incentivo às Exportações ou Captação de Empréstimos e/ou Recursos para Capitalização das empresas aqui instaladas, em virtude da dependência de Importações, Amortizações e Remessa de Lucros e Dividendos, causam impactos negativos no Balanços de Pagamentos

Assim procedendo, implementando Taxas Cambias Independentes para Movimento de Mercadorias e Movimento de Capitais, possibilitará viabilizar direcionamento do fortalecimento na economia como um todo.

No âmbito empresarial os proprietários e gestores deverão buscar parcerias e alianças estratégicas voltadas para a busca da integração nacional e da complementariedade local e até no MERCOSUL, para que possamos enfrentar, em igualdade de condições, os produtos importados, seja em termos de tecnologia, custos de produção e custos finais.

As empresas, como um todo e regionalmente, deverão avaliar a competitividade interna e em relação às similares no exterior, para gerar produção interna para suprir as necessidades dos no Exterior. Desta forma, deveremos atingir níveis de capacitação tecnológica e de preços para aumentar o nível de exportações, bem como diminuir o impacto diferencial pela "invasão" dos produtos importados.

Criação de joint-ventures e Grupos Formais e/ou Informais para Compras, Logística e Exportação, deverão ser implementados para aumentar a capacidade de enfrentamento da "invasão" dos produtos importados, bem como viabiliza o atingimento do mercado internacional. Estas práticas são possíveis através de Entidades de Classe, Câmaras de Comércio e CAMEX.

Observando este quadro colocado, pelo lado dos Profissionais penso que todos aqueles que estiverem engajados no interesse em legar à próxima geração um Brasil(e um Mundo) melhor, deverão buscar uma capacitação profissional e gerencial para fazer com que o país e as empresas possam ser geridas atendendo o atual movimento globalizante.

Esta capacitação não será apenas através de meios formais e acadêmicos, mas sim com participação efetiva em Entidades de Classe, tais como: Associações Comerciais, Federações das Indústrias, Clubes de Serviços, ONG`s e os recentes Grupos de Discussão existentes na Internet, que tratam dos mais variados temas, dentre os que participo são: CONTROLLERs e PLANEJAMENTO.

Sei que é uma tarefa difícil tirar o Brasil da atual situação de insegurança e de desemprego, mas se cada um que tenha capacidade de levar soluções alternativas e treinar os demais para que todos sejam capazes de votar bem e formar um grupo de pressão legítima sobre os eleitos, certamente teremos um Brasil melhor e ocupando o lugar que lhe cabe no "Concerto das Nações", pois devemos pensar nas próximas gerações, uma vez que já passou o tempo ficarmos apenas acreditando que somos um país do futuro, para sermos um país realizações no presente. Em outras palavras, só seremos capazes de alterar o nosso futuro se implementarmos ações corretivas no presente.

 

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Luiz Roberto Nascimento* é Administrador de empresas, consultor Financeiro Autônomo e professor de Finanças da Faculdade ANGLO-LATINO - Email: Lroberto@plugnet.com.br

 

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