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Artigo Técnico |
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06 de Maio de 2002 Paradigma do Atraso II por Alexsandro Rebello Bonatto* Em outra oportunidade já levantamos a questão do paradigma do atraso, ou seja, sem investimento não há crescimento e o inverso também é verdadeiro. A intenção desse novo artigo é retomar a discussão, sob o ângulo do papel do Estado na dinâmica do investimento. Nos últimos anos criou-se uma discussão acalorada nos meios acadêmicos de qual seria a verdadeira função do Estado. Se assistencialista ou simplesmente mediador das demandas da sociedade. Na verdade o Estado deve se concentrar em criar um ambiente favorável aos negócios. Ou seja, o Governo tem que trabalhar visando a manutenção da ordem institucional e econômica a fim de diminuir as incertezas do futuro. Na verdade o que se busca nada mais é que a manutenção das "regras do jogo", uma garantia de que os contratos serão respeitados dentro do país em que se vai investir. Países instáveis, onde as condições financeiras ou levantes populares minam a credibilidade dos responsáveis pelas políticas econômicas impedem a realização de investimentos. Situações-limite como as enfrentadas por alguns países da América Latina se enquadram no que chamamos de "risco instabilidade" que podem ser divididos da seguinte forma:
Numa realidade como a desses países, cria-se um círculo vicioso, onde a economia local não cresce em função da falta de investimento, e o investimento não vem devido a baixa expectativa de retorno. Para que essa dinâmica possa ser rompida é necessária a escolha de governos fortes que contando com o respaldo popular possam vir a almejar a confiança dos agentes econômicos. Infelizmente, cabe lembrar, que tais condições são muito difíceis de serem atingidas. Sendo assim, o papel do Governo como garantidor do investimento não pode ser subestimado vis-à-vis os exemplos latino-americanos enumerados. Cinicamente poderíamos argumentar ainda, que a classe dirigente através dos instrumentos adequados de política econômica, deve buscar a não criação de empecilhos ao investimento privado, ou segundo o ditado popular: "muito ajuda quem não atrapalha".
Alexsandro
Rebello Bonatto* é economista e analista de balanço de instituição
financeira. |
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